É difícil, porém glorioso!

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Esses dias tivemos uma reunião com alguns amigos aqui em casa, que são também líderes dos grupos que acompanhamos. Fiquei orando durante a semana, pensando em uma palavra que pudesse trazer energia, vigor e ânimo aos corações desses bravos guerreiros que têm entregue suas vidas em amor ao reino de Deus.

Deus também tem continuamente feito isso comigo, me animando e me encorajando, todos os dias. Me fazendo lembrar de suas promessas e das alegrias encontradas no significado do serviço ao invés do resultado que eu obtenho dele. Tem sido um tempo de muitas mudanças no meu coração, mas também um tempo feliz.

Quando Jesus vem Ele faz isso mesmo. Muda tudo! Derruba o que era construído em outra base que não Ele, e constrói tudo de novo, mas dessa vez num bom alicerce (Hebreus 12:27).

E foi pensando em tudo isso que Jesus me levou a João 12:24-26

Alguns homens vieram a Jerusalém da Grécia querendo saber quem era Jesus, sua fama já percorria muitos povos. Seus discípulos depois de interrogados procuraram a Jesus para informar-lhe que aqueles homens gostariam de conhecê-lo.

Jesus (sendo Jesus), respondeu:

“Na verdade, na verdade, vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo, odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém me servir, meu Pai o honrará.” 

Resposta interessante. Não se sabe se Jesus foi ao encontro daqueles homens ou não, entretanto, sabemos que Jesus respondeu ao desejo deles de conhecê-lo, com uma verdade.

Uma verdade acerca de si e uma verdade acerca de nós. 

Aqueles Gregos pediram para vê-lo, mas para que realmente vessem a Jesus (conhecer quem Ele é e serem salvos por Ele) Jesus teria de cumprir o que havia sido chamado para fazer: Morrer na cruz e ressuscitar para garantir a salvação da humanidade.

Se eu desejo conhecer a Jesus e fazê-lo conhecido através de mim, o mesmo caminho de morte que Jesus passou, sou também convidada a passar.

E esse caminho é difícil mas também é glorioso.

  1. Ele é um caminho de morte
  2. De ódio a sua própria vida
  3. Um caminho por onde seguimos a Jesus até o calvário
  4. e também onde O servimos

Mas também é:

  1. Um caminho que dá muitos frutos
  2. Que recebe como prêmio a vida eterna com todos os tesouros que sacrificamos aqui na terra.
  3. Que tem a presença de Jesus bem pertinho
  4. Que o Pai honrará

Veja: difícil mas também glorioso.

Jesus nunca foi nada menos do que brutalmente honesto com relação ao preço que você pagaria para manter-se salvo e principalmente o preço que você pagaria para que outros fossem salvos. Entretanto, em sua honestidade, ele nos promete uma vida de renúncia por uma vida de glória – cheia de significado e carregada de propósito.

Pedimos tanto para que possamos vê-lo, clamamos tanto pela sua presença manifesta e poderosa e rogamos com tanto fervor para que Ele se faça conhecido a aqueles que amamos, mas as vezes esquecemos que para que isso aconteça é necessário que uma semente seja lançada na terra, uma semente de morte para dar muitos frutos. Uma semente para o sacrifício: para que eu O veja e para que outros O vejam através de mim. 

Alguém precisa ser o grão! Nós seremos os grãos!

Perder para Ganhar

Surrendering with White Flag

"Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á." – Mateus 16:24-25

Não é preciso ler duas vezes as palavras de Jesus para perceber que seu convite para que as pessoas andem com Ele não é nada suave. Pelo contrário, parece até um tanto perigoso. Ele sussurra: renuncia, entrega, sacrifício e rendição em cada palavra, não?

E geralmente é aí, nas profundezas dessa verdade absoluta do cristianismo, que uma boa parte dos "cristãos" desistem de realmente serem cristãos. E, optam por levantar a bandeira da tolerância em prol do amor. Onde tudo pode e tudo também convém. Acreditar nessa versão cor de rosa do evangelho cria um caminho mais fácil de percorrer, mas sai do verdadeiro Caminho. As pessoas não se assustam, elas se achegam. Porque o compromisso exigido é só o suficiente para elas irem a igreja aos domingos e comparecerem aos eventos, mas, não é o bastante para abrirem mão dos seus pecados e serem transformadas. No final todo mundo continua sendo quem é e ganha o plus da "salvação".

Nada poderia ser mais distante da verdade.

O evangelho que a Bíblia ensina veio de graça, porque todo o preço foi pago por Jesus. Mas exige tudo. O evangelho é desconfortável não porque a igreja é intolerante ou incompreensiva, mas porque ele mesmo demanda mudança de vida. Deus leva o pecado tão a sério que precisou dar Seu filho Jesus para morrer. Jesus me aceita como estou mas seu amor se recusa a me deixar permanecer no erro.

E se você foi apresentado a um evangelho verdadeiro, tudo isso foi no começo uma verdade latente na sua vida, que te fez abandonar pecados, velho homem e uma antiga forma de viver. Mas que, talvez como eu, depois de um tempo, essa verdade começou a se tornar embaçada e um pouco confusa. Muitos "direitos" tentaram perverter o significado da "renúncia".

Jesus é o amor da minha vida. E quanto mais os anos passam maior passa a ser a minha certeza de que realmente NADA é capaz de tomar o Seu lugar. Meu marido, minha família, minha igreja, meus amigos – nenhum deles tem o que é necessário pra me fazer feliz. Só JESUS tem. Eu sei disso.

Mas, inevitavelmente com o passar dos anos, eu comecei a tentar puxar meu "velho homem" da sepultura e dar-lhe novamente voz. E sempre que faço isso, minha vida parece muito mais confortável realmente, mas também muito mais vazia. Minha cabeça se enche de direitos e novas percepções acerca de equilíbrio e eu me perco.

Veja bem. A rendição está intrinsecamente ligada a vida com Jesus. Faz parte do dia a dia do Cristão ter de abrir mão do seu conforto, dos seus direitos e das suas vontades. Faz parte da sua rotina, sacrificar. Não porque isso seja nobre ou coisa parecida. Deve fazer parte porque isso significa que estamos no processo de transformação para nos parecermos com Jesus.

Se isso não acontece, significa que estamos abraçados com a nossa natureza carnal; e a vida que devemos perder, temos agarrado a todo custo.

Mas não se sinta desanimado porque o convite para a entrega não vem sem a esperança de um por vir infinitamente melhor do que o que conhecemos.

Jesus nos ensina sobre rendição, mesmo quando tudo o que desejamos é o controle. Nos ensina sobre sobre fé e confiança, mesmo que tenhamos sido ensinados a só crer nas evidências. E nos inspira a sacrificar, num mundo que só te ensina a lutar pelos seus direitos.

É uma vida completamente oposta a que conhecemos. E é por isso que ela é sacrificial. Porque se parecer com Jesus é ser completamente diferente de nós mesmos.

Ao confiarmos nEle e entregarmos a nossa vida como um sacrifício a Ele, descobrimos quem somos e para que fomos criados. E tudo isso vem com uma dose avassaladora de alegria e plenitude. E diante de tudo o que ganhamos o sacrifício se torna trivial. É por causa da esperança do por vir que entregamos e é por ela que vivemos. A vida crucificada exige tudo mas sabe muito bem nos retribuir. Não apenas na plenitude da vida terrena, mas também na esperança da vida que está por vir.

É quando nos perdemos para achá-lo que verdadeiramente nos encontramos. E não existe outra forma de fazer isso. A renúncia é o único jeito de te fazer chegar lá.  

E é justamente aí que reside a força do evangelho! Não em aceitar o homem como Ele é, mas no poder de transformar o coração do homem. A rendição é necessária porque ela é a porta por onde Deus opera. É o primeiro e o último passo. É como você começa a vida cristã e como você a termina.

Do jeitinho que você é!

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Eu cresci na igreja. Participei de retiros, acampamentos e passeios. Cresci nas escolinhas bíblicas dominicais e grupos familiares e não tenho recordação do momento que eu fui formalmente apresentada a Jesus. Até onde eu me lembro, Ele sempre esteve lá.

Mas como toda a criança que cresce na igreja, se em algum momento da vida você não tiver uma revelação do Deus dos seus pais, Ele será sempre apenas isso pra você: o Deus dos seus pais; e não o seu. Continuar lendo